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Superstições para dar sorte no casamento

6 de julho de 2015

Sorte nunca é demais. Ainda mais quando o assunto é casamento. Do mais supersticioso ao cético, quem não quer ganhar energia positiva extra para entrar com o pé direito no altar? Por falar em pé direito, olha mais uma crença popular adotada por muita gente para atrair bons fluidos. Eu entrei com o meu, concentrada na entrada da igreja. Mas será que dá certo mesmo? A resposta nunca vamos saber. Mas como não custa nada se prevenir, listei várias ideias que simpatizo e já foram incorporadas ao checklist de muitas noivas para o grande dia. Papel e caneta na mão: não custa nada tentar 🙂

FESTA

Aqui nem se trata tanto de superstição e sim de um excelente motivo para celebrar. E olha, eu posso que garantir que super vale a pena! É uma experiência única, muito troca de energia positiva, impossível não ter sorte depois de tantas emoções. Um dia em que você reúne as pessoas mais importantes da sua história que estão ali para brindar a sua felicidade. É um rito de passagem, um marco de transição na história do casal que vale ser registrado. A relação muda no dia seguinte, é inevitável. É como se um filme passasse na cabeça e ali caísse a ficha que o seu namorado entrou para a sua família. Aliás, não tem mais minha família e família dele. Todos somos um só, e haja envolvimento emocional nisso. Desde que nos entendemos por gente ouvimos falar em casamentos. Seja dos nossos pais, nossos avós ou outros parentes próximos. Mas o que pouca gente sabe é que a tradição de festejar o matrimônio começou há muito tempo atrás. Mais precisamente em 1840 com a Rainha Vitória. Trisavó da Rainha Elizabeth, que até hoje toma conta do noticiário mundial, ela criou a tradição romântica ao promover uma festa após a cerimônia para mostrar ao mundo, principalmente aos ingleses, o amor que sentia pelo noivo Alberto. Aliás, foi ela que também começou a tradição de casar de branco, mas isso é história para outro post. Taí, gostei da Rainha Vitória!
Victoria_Marriage_foto George Hayter Royal Collection

 

ESCONDIDO A SETE CHAVES 

Vestido de um lado. Noivo do outro. De preferência bem distantes. Uma prática bem comum, que até a noiva mais cética já deve ter ouvido falar e, muito provavelmente, segue com afinco é manter o vestido bem longe dos olhos do noivo. Seja para manter a surpresa para o grande dia, seja para dar sorte: fato é que a tarefa é árdua, ainda mais em tempos de iphones e andoids. Com as redes sociais e os compartilhamentos na ponta dos dedos, qual noiva resiste à tentação de tirar fotos durante as provas para mostrar o look para a mãe, para a melhor amiga ou para uma pessoa querida? Até aí tudo bem. Difícil mesmo é manter essas fotos longe do alcance do noivo. Eu mesma quase esbarrei com esse imprevisto. Em tempos de preparativos, era muito comum fotografar inspirações e reunir em pastinhas para dividir com ele. Nessas e em outras ocasiões passava correndo pelas fotos e quase abria o jogo. Um sufoco! Mas deu certo! Ele só viu no momento em que a porta da igreja abriu. Ufa!

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ANEL DE NOIVADO

Se hoje o ritual de ficar noivo com pompa e circunstância perde força, o anel de noivado se mantem firme e forte na mão direita dos noivos e envolve um momento especial entre o casal. Seja usado no ato simbólico de fazer o pedido ou envolvido nas mais variadas surpresas românticas, o anel representa uma preparação. Uma preparação da cerimônia em si, mas também um ritual mais amplo de se preparar para um grande momento de transição na vida do casal. A força da tradição vem de longe. Aliás, põe longe nisso. Dizem que o primeiro anel de noivado foi oferecido em 1477 também envolvendo uma família real. Mas dessa vez a da Áustria. O Sacro Imperador Romano Maximiliano presenteou a pretendente Maria de Burgundy, duquesa da Borgonha, se comprometendo a casar com ela. Mas antes mesmo desse momento, os egípcios já ofereciam um anel para a amada e elas usavam no dedo anelar da mão direta, pois acreditavam que um vaso sanguíneo desse dedo promovia uma ligação direta com o coração. Uma atitude romântica em um tempo em que o casamento era encarado por muitos como um contrato entre duas famílias, sem o amor ser o elo principal. Alguns casais optam por usar a aliança para celebrar o momento. Inicialmente usada na mão direita, ela só passa pra mão esquerda depois da cerimônia religiosa ou do casamento civil. Uma boa alternativa para reduzir custos e dar ainda mais importância ao anel que vai te acompanhar por toda vida! Eu apoio e posso dizer que tenho o maior carinho pela minha!
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SOMETHING BLUE

A tradição Something Blue começou nos Estados Unidos, mas não demorou a chegar ao Brasil. O azul simboliza fidelidade, amor eterno e pureza. Com isso, a ideia é ter uma pessoa querida vestida com a cor no altar. É bem comum a mãe, irmã ou melhor amiga da noiva escolher a tonalidade para ser um amuleto e dar muita sorte ao casal. No meu caso especificamente, a sogra foi a representante do rito. Ela usou um tom bem escuro, quase marinho, em um modelo todo bordado. Escolha certeira! Ficou linda e o vestido tinha movimento, alegrando a entrada dela ao lado do Pedro Henrique. Além do Something Blue, as noivas norte-americanas costumam apostar em outros três rituais para trazer bons fluídos no grande dia. O look costuma ser composto por um peça vintage, uma emprestada e a outra novinha em folha. O significado? O antigo simboliza o passado e a continuidade, o emprestado representa a felicidade que deverá ser partilhada pela casal e, por último, o novo significa otimismo, esperança e a vida fatura.
mãe do noivo

 

AMIGAS TAMBÉM ENTRAM NO JOGO

Tradição bem comum no Brasil, “estampar” o nome das melhores amigas solteiras na barra do vestido de noiva emana sorte para elas e ainda envolve o ambiente com boas energias. A brincadeira já virou coisa séria e é bem comum os grandes ateliers de vestidos já oferecerem a opção de bordar mini corações de feltro com os nomes das escolhidas. Acho a brincadeira super legal, envolvendo ainda mais as amigas mais próximas nos preparativos, ainda contagia todas com o espírito de alegria que envolve o casamento #euapoio Outra brincadeira que já virou moda é envolver Santo Antônio, o santo casamenteiro, na festa. Algumas noivas investem na distribuição de lembrancinhas temáticas e outras preferem produzir um buquê repleto de santinhos para dar sorte à felizarda que pegar o buquê.
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ESQUERDO, O LADO DA SORTE

De cara você deve pensar que esquerdo é um lado com tanto simbolismo no mundo casamenteiro por estar mais próximo ao coração. Mas na verdade, registros históricos revelam que o motivo inicial foi outro. Desde a idade média, a noiva se posicionava à esquerda do noivo durante a celebração da cerimônia. Isso para prevenir uma possível tentativa de um outro homem “roubar” a futura esposa do noivo. Caso houvesse algum imprevisto, o noivo teria mais facilidade de defender a amada sacando a espada e usando o braço direito para o combate. Também diziam que a noiva do lado esquerdo, afastava o risco de infidelidade. Será? Na dúvida, prefiro ficar com a primeira opção S2
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CHUVA DE ARROZ

Essa eu fiz questão. Acho o gesto simbólico e costuma render boas fotos. Infelizmente algumas igrejas não encaram o ritual com muita simpatia e algumas delas chegam a proibir para não sujar a entrada, atrapalhando o casamento seguinte. Mal sabem eles que jogar arroz nos noivos é uma tradição bem antiga. Usada há dois mil anos. O ato simboliza fartura e fertilidade para a vida do casal. Alguns casais não curtem muito a ideia, principalmente por entrar grãos na roupa e no cabelo. Com isso surgiu uma “adaptação” do ritual, com chuva de pétalas ao final da cerimônia. Nesse caso, o simbolismo se mantém, já que as flores também simbolizam prosperidade, além de delicadeza e felicidade. Só precisa tomar cuidado com tons mais fortes. Vermelho e laranja, por exemplo, podem ser vilões para manchar o vestido de noiva.
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O BOLO

Dois rituais envolvem o bolo no dia do casamento. O primeiro, e mais tradicional, é registrado em quase todos os álbuns de fotos. Sabe por que quase todos os caias têm uma imagem juntinhos cortando o bolo de casamento? O ato simboliza a partilha, a importância de saber dividir as tarefas e responsabilidades no matrimônio. Uma tradição mais nova, que se torna tendência, é congelar um pedaço do bolo e comer no ano seguinte, exatamente no dia em que o casal completa um ano da cerimônia. O meu está guardado. Por via das dúvidas, não custa testar. E vamos combinar que a tarefa é pra lá de gostosa 🙂 🙂 🙂
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A ESCOLHA DO BUQUÊ

Para fechar, uma dica para a difícil escolha do buquê. Hoje em dia muitas noivas optam por modelos de tecido ou até mesmo de pedrarias para guardarem eternamente como recordação do grande dia. Mal sabem elas que a escolha de flores naturais é uma superstição para trazer muita energia positiva para o casal. Flores simbolizam a vida, o crescimento. Os buquês começaram a ser usados na Grécia Antiga. A noiva era recebida com flores e ervas aromáticas de amigas durante o trajeto até o altar, um ritual para estimular a fertilidade e a proteção à nova família. Com o passar dos anos, as noivas foram buscando novas referências e flores típicas de onde vivem. Muitas delas optam por ramos de arruda (famosos para combater o mau olhado), hortelã (um estímulo a espiritualidade), alecrim e manjericão para gerar boa sorte. O meu foi bem colorido e teve um ritual especial. Combinei com a cerimonialista de fazer uma segunda versão para jogar na festa. Mas o verdadeiro, o original, teve um destino certo: a minha querida cunhada que tanto me ajudou nos preparativos. Fiz uma surpresa e entreguei nos minutos finais da festa, reforçando que desejava toda a sorte do mundo para ela. E, é claro, que ele fosse um estímulo para um laço eterno com meu irmão.
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