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Meu casamento: o melhor dia da vida pra sempre eternizado na memória e no coração

2 de julho de 2015
Foto: Giovani Garcia

Foto: Giovani Garcia

Para estrear a editoria de Casamentos Reais não poderia ser diferente. Tinha que ser a minha própria história. O dia da catarse. Um marco, que me mudou para sempre como pessoa e que inspirou a criação do blog. Nada foi por acaso. Desde o momento em que conheci meu marido até a escolha da data do casório. Foi uma série de coincidências e brincadeiras do destino que tornaram tudo ainda mais lúdico e especial. Engraçado, ao começar a escrever esse post vários momentos imediatamente surgem na cabeça e dançam pela memória, arrancando um sorriso da boca e uma sensação gostosa de saudade. Até hoje sempre falamos dessas recordações e alimentamos o presente vendo o lado bom das coisas, prestando atenção em como a nossa vida se tornou melhor com a chegada do outro. Em como nos fazemos bem e nos tornamos mais leves quando estamos juntos. Seja em nossa casa no Rio, em nossos fins de semana em Petrópolis, em nossas férias pelo mundo ou escapada de fim de semana para Cabo Frio. Não importa o local: ter um ao outro nos basta. O nosso casamento foi e é um encontro de almas, um casamento no sentido mais amplo da palavra. Tinha que ser. Tava escrito. E hoje abro o coração para dividir um pouquinho da nossa história e como o “sim” mudou para sempre as nossas vidas.

Aqui peço licença para dividir com vocês trechos do texto surpresa que li no altar. Ele resume bem o meu sentimento e leva vocês para aquela memorável noite de primavera: “Desde pequena eu sonhava em casar. Construir uma família. Ter filhos. Mas esse sonho se tornou muito maior quando o conheci. Desde o primeiro instante ele foi querido sem ser entrão. Educado e pacato, esperando o tempo certo para puxar assunto e ganhar espaço aos poucos durante as aulas da pós graduação. Rapidamente nos tornamos amigos e a empatia foi crescendo, crescendo, ao ponto de eu dizer para as amigas que ele era o partido ideal. Acreditem, cheguei a recomendá-lo para uma amiga como um partidão. Mas nunca tive coragem de apresentá-los frente a frente. Por que será, não é mesmo? Ele tinha que ser meu. Ele batalhou por mim. Me fez acreditar no amor, quando eu não estava muito disposta a amar, trocar e construir um relacionamento. Soube me desarmar da forma que só ele sabe até hoje. E foi justamente falando em casamento, brincando com o filme Jogo de Amor em Las Vegas, que abriu o jogo e se declarou. Tinha que dar em casamento. E deu. E era óbvio que ia dar. Ele foi feito pra mim. Em todos os sentidos. Temos as nossas diferenças. Ele é quieto, eu sou falante. Ele é Flamengo, eu sou Fluminense. Mas as nossas semelhanças ultrapassam qualquer diferença que possamos ter. Sonhamos juntos, temos os mesmos objetivos de vida e a nossa essência é igual. Temos a nossa sintonia e só ele sabe me acalmar e me fazer acreditar em dias melhores. Sempre em dias melhores. Hoje eu só posso agradecer a Deus por tudo que conquistamos juntos. E mais ainda pelo que vamos conquistar. Daqui a poucas horas completamos cinco anos de namoro. Cinco de uma longa história, que vamos dividir com nossos filhos, netos, bisnetos. Com ele tenho coragem para dizer que o mundo é nosso e que qualquer sonho pode se tornar real. Aliás, coincidência ou não, esse foi justamente o título da primeira carta romântica que ele me escreveu. Sonho real. Hoje, amanhã e sempre. Meu sonho real”.

Foto: Giovani Garcia

Foto: Giovani Garcia

Os preparativos começaram um ano e meio antes, com a escolha do local para celebrar a festa. O Pedro é de Petrópolis e eu me encantei pela cidade. Gostaria muito de ter casado lá, mas como boa parte de nossos amigos e toda a minha família é do Rio, ficamos com receio da distância atrapalhar. Principalmente pela nossa profissão: os dois são jornalistas, muitos convidados provavelmente ficariam presos em plantões de fim de semana, não podendo comparecer. Com isso, decidimos “importar” o clima serrano da Cidade Imperial. O buffet já estava escolhido desde sempre. Antes mesmo do pedido de casamento, sempre brincávamos que quando fossemos trocar alianças o buffet seria assinado pela Maria Luiza. Conhecida dos pais do meu marido, tem um serviço top e sabor maravilhoso. Foi a primeira fornecedora definida e responsável pela descoberta do local da festa. Ela nos indicou o Espaço 1, no Alto da Boa vista, um casarão antigo repleto de jardins. Flexível e encantadora, a casa permitiu a escolha de todos os detalhes, incluindo a mobília. Um prato cheio para uma noiva que amava buscar inspirações desde criança. Aqui vai a primeira dica: comprei três pastas, que muito me ajudaram na divisão de tarefas e de referências. Uma ficou com todas as inspirações de decoração: móveis, flores, paleta de cores e etc. A outra reuniu as inspirações de beleza e vestidos de noiva. A terceira e última concentrou todas as tarefas, orçamentos e dados dos fornecedores.

Foto Giovani Garcia

Foto Giovani Garcia

Escolhido o lugar, o segundo passo foi a igreja. Inicialmente pensamos em optar por uma próxima a nossa casa na Fonte da Saudade, Zona Sul do Rio. Aquela que fica do lado direito da subida do Túnel Rebouças, em direção à Praça da Bandeira. Mas a distância para a casa de festa e, principalmente, o fato de só realizar um casamento por noite acabou nos fazendo mudar de ideia. Eu queria fazer a cerimônia religiosa em um local que reunisse outros casamentos para nos ajudar com a divisão de despesas da ornamentação, uma importante economia em tempos de grandes gastos. Decisão certeira. Busquei então um local que tivesse uma memória afetiva e voltei à Basílica Santa Terezinha do Menino Jesus, na Tijuca. Bem próxima à casa dos meus pais, onde vivi a maior parte da infância e juventude, já mexeu comigo assim que voltei a pisar nela. Foi ali que meus avós se casaram em maio de 1948. Foi ali também que fui dama de honra no casamento da minha irmã adotiva, mãe da minha afilhada e que seria uma das minhas madrinhas meses mais tarde. O coração bateu forte e pesou na decisão. O Pedro também se encantou com a beleza da basílica, toda em mármores rosé. Além do mais, ela fica bem mais próxima à casa de festa, cerca de 20 minutos de carro. Pronto, mais uma decisão tomada. Daí em diante os meses voaram e foi uma delícia selecionar os fornecedores. A grande maioria de Petrópolis (vou falar mais pra frente de cada uma de minhas escolhas) me recebeu com carinho e com serviços praticamente personalizados. Muitos deles abriram a porta de casa ou do escritório e nos receberam pessoalmente, participando ativamente das nossas escolhas e preparativos.

Foto Giovani Garcia

Foto Giovani Garcia

Chegado o grande dia, desde o despertar fui tomada por um misto de sensações. Ansiedade, frio na barriga, felicidade, expectativa. Tudo junto. Ao mesmo tempo. Enquanto me arrumava, entre um clique e outro, um filme passava pela cabeça e ótimas recordações transbordaram no pensamento. Pausa para uma foto. Maquiagem, cabelo, chegada do buquê. Opa, mais uma foto. E assim as horas se passaram e quando me dei conta já estava na porta da igreja com o coração saindo pela boca. Eu sempre pensei que fosse desabar quando a enorme porta da igreja se abrisse ao som da marcha nupcial. Que nada! Meu sorriso nunca foi tão aberto. Nunca foi tão sincero e bonito. Ao olhar para os lados, era muita gente querida sorrindo para mim. E ao fundo, lá no fundo, eu vi a figura do meu grande amor um pouco borrada. Afinal, nesse momento os olhos estavam marejados. Ao chegar mais próximo dele, a sensação foi de que tudo valeu a pena. Cada noite mal dormida. Cada estresse e medo de alguma coisa não dar certo. Cada centavo investido. Nunca vivi nada parecido.

Foto: Giovani Garcia

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Depois da benção do padre e da assinatura dos papeis, chegou o momento do êxtase. De transbordar, de me jogar na pista. Foi muita troca de amor, de carinho, de abraços apertados. Um dos momentos mais especiais foi a nossa dança. Escolhemos Joy of Life, música do The Corrs que nos marcou, e fizemos uma dança pra lá de inusitada, lembrando a cena em que a Rose se solta e dança na mesa do bar no filme Titanic. Não ensaiamos. Foi tudo de improviso. E não poderia ter dado mais certo. Passada a primeira dança, a sensação foi que eu era um personagem. As crianças passavam e alisavam o meu vestido. Todo mundo me chamava a todo momento para bater uma foto e tirar selfies. Uma delícia, muita troca de amor. Afinal, provavelmente nunca mais vou conseguir reunir tanta gente querida e das duas famílias juntas em um mesmo ambiente novamente. Foi ali. Naquele dia. No meu dia. No dia em que nós escolhemos como nosso. No dia que Deus nos abençoou. Quatro de outubro de 2014. Data em que comemoramos 05 anos de namoro. O melhor dia das nossas vidas para sempre eternizado na memória e no coração.

Foto: Giovani Garcia

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